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Luz, câmera, moda em ação!

Escrito em 06/04/2021
Revista Tudo



Oscar Wilde subverteu a máxima de Aristóteles afirmando que a vida imita a arte mais do que a arte imita a vida. Começo a concordar com ele quando vejo a moda através do cinema e de inúmeras personagens que se consagraram, tanto pela interpretação memorável quanto pelos looks que vestiram.

Marilyn Monroe, em "O Pecado Mora ao Lado" transformou-se em símbolo sexual em todo o mundo usando um vestido branco com decote profundo e saia plissada esvoaçante na clássica cena do ventinho. Quem não lembra dela, do vestido e do ventinho?

Se eu falar em vestidinho vermelho com capuz, automaticamente virá a sua mente a personagem de Chapeuzinho Vermelho, claro. Tem como esquecer? Mas, se eu falar em vestido vermelho sensual e provocante, só dará ela: Jessica Rabbit, em "Uma Cilada para Roger Rabbit". O seu longo e justo vestido vermelho com luvas se tornou referência obrigatória de sensualidade, glamour e provocação. Entretanto, o que poucos sabem é que a personagem foi inspirada em Vikki Dougan, famosa modelo e atriz de cinema nos anos 50. Vikki era conhecida por aparecer nas festas de Hollywood sem ser convidada vestindo looks ousados, como: saias curtas, decotes avantajados e com as costas de fora.

Agora, se o vestido vermelho for glamouroso mas recatado, clássico mas exuberante, impossível não lembrar de Julia Roberts, em "Uma Linda Mulher". O longo vermelho com decote “engana-mamãe” imprimiu, através do cinema, o momento decisivo da transformação onde a gata borralheira vira uma linda princesa. O modelo criado pela figurinista Marilyn Vance foi tão marcante que, até hoje, aparece em inúmeros sites que vendem suas reproduções e reedições.

Entretanto, um dos filmes que mais lançaram moda - talvez até o mais importante e revelador - foi o originado de um livro onde a autora, Lauren Weisberguer, nos conta sua própria experiência como assistente de Anna Wintour, famosa editora-chefe de publicações de moda. Estrelado por Anne Hathway, “O Diabo Veste Prada” é um dos filmes com figurino mais caro da história do cinema. Chanel, Prada, Yvés-Saint Laurent, Jimmy Choo foram algumas das grifes presentes no filme que retratou, de forma glamurosa, o mundo das revistas de moda.

Atualmente, o streaming que é esta super tecnologia de transmissão de conteúdo online que nos permite consumir filmes, séries e músicas, invadiu nossos lares colocando o cinema dentro de nossas casas. E a moda que antes era assunto apenas para grandes revistas internacionais passou a ter vida e ser vista também nas telas de TV, monitores de computador, tablets e smartphones.

Quem ainda não teve a oportunidade de assistir “O Gambito da Rainha”, prepare-se para os looks anos 60, cheios de personalidade introduzidos ao longo do filme, que resultam em escolhas imponentes e elegantes, encantando com casacos alongados arrematados por cintos, peças estruturadas, chegando à uma sofisticação incrivelmente despojada.

Assim como no cinema e na vida, roupas são muito mais do que algo que vestimos. Além de nos proporcionar conforto e proteção, elas também servem de escudo e elementos de ressonância, comunicando nossas mensagens e ajudando a contar a  nossa história.

Celso Finkler

Publicitário | Marketing

Skype: live:celsofinkler

celsofinkler@hotmail.com