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Por que o governo não imprime dinheiro e dá aos pobres?

Escrito em 05/12/2020
Revista Tudo


Diversas vezes recebo uma mesma pergunta relacionada à economia e à desigualdade, quase sempre acompanhada de boas intenções; soa mais ou menos assim: se existe pobreza, por que o governo não imprime mais dinheiro e dá aos pobres? Vou tentar responder a essa pergunta.

Imagina que você acordou bem cedo, tomou seu banho, seu café da manhã, foi para o trabalho e, no caminho, resolveu checar a conta bancária e percebeu que todo o seu saldo havia dobrado na conta corrente, multiplicado seu dinheiro na carteira e no cofrinho, legal, né?

No primeiro momento a ideia parece boa, afinal, que mal pode causar um pouco de dinheiro a mais no mundo? Os ricos ficarão mais ricos, os pobres irão pagar suas dívidas e os miseráveis não irão passar mais fome.

Mas, e depois?

Assim que o dinheiro dado de “graça” fosse inserido na economia, o que aconteceria de imediato seria o aumento no consumo - eu tenho certeza de que você tiraria do papel aquela viagem que você tanto estava planejando, iria sair pra comemorar e até trocaria de carro se fosse possível – mas, aí é que o problema surge: o consumo aumenta sem que os produtores estivessem preparados para tal.

Ou seja, o produtor A que vendia a R$5 uma garrafa de Coca-Cola, por exemplo, se vê sem saída diante de tantos consumidores, logo, o natural a se fazer é aumentar os preços e  aumento de preços significa inflação.

E aquele produtor que não aumentar o preço?

O produtor que não aumentar o preço de seu produto terá que lidar com a falta dele, já que o consumo aumentará. Muitos de seus clientes irão dar com a cara na porta, sem encontrar o produto que tanto deseja. De qualquer forma, as consequências são negativas e causam danos gigantescos à economia de um país.

Portanto, por mais que pareça uma boa ideia, imprimir dinheiro não é a melhor saída para resolver a pobreza de um país.

Henrick Andrade dos Santos

Mercadólogo

Cel.: 94081-6177

Henrick.com.ha@gmail.com