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O que será da nossa ECONOMIA?

Escrito em 13/04/2020
Revista Tudo


Uma das preocupações que têm assolado a todos nós é a questão financeira. O que fazer nesse momento em que o mundo todo, e o Brasil, passam por uma indefinição total quanto ao futuro econômico?

Conversando com setores oficiais: BNDES, FEBRABAN, Banco Central e Caixa Econômica Federal, conseguimos ter alguns indicadores que podem nos dar um vislumbre do futuro a curto e médio prazo.

É lógico que se precisa preservar vidas e isso veio com um custo econômico muito alto. Houve, a princípio, um erro de entendimento, não só por parte dos líderes mundiais, especialmente da área de saúde, como também entre os países do mundo ao longo do tempo; diversas reuniões ocorreram, mas, as divergências eram constantes. Foi aí que os bancos centrais tomaram a liderança nesse processo e começaram a cortar juros em reuniões extraordinárias, no mundo inteiro.

A economia da China deve crescer somente 1% esse ano. Boa parte dessa retração chinesa, até por ter sido o epicentro da crise, fica concentrada no primeiro trimestre. Para os Estados Unidos, estima-se uma retração próxima aos 3%, mas é possível que a partir do quarto trimestre comece a ter alguma recuperação. Todos são grandes parceiros comerciais do Brasil e temos que ter agilidade para não termos uma recessão profunda, como em alguns países da Europa: Itália, Espanha e França.

No Brasil, é uma situação que pode impor uma série de dificuldades. Não se sabe quanto tempo irá durar a “quarentena”. O ministro Paulo Guedes anuncia uma ajuda geral de 800 bilhões. Parte será destinada às microempresas e aos profissionais "autônomos" São medidas mais acertadas que de vários outros países da Europa. Mas há entraves burocráticos de regulamentação e documentação para que esse benefício chegue às pessoas que precisam e se enquadram dentro do perfil definido. Para elas, será o valor de 600 reais por três meses. Não é um empréstimo, mas, uma ajuda, sem contrapartida.

Pode-se esperar para a próxima reunião do COPOM no BC um corte de, pelo menos, meio ponto percentual da taxa Selic, que, provavelmente depois, vai ficar parada por um bom tempo, correndo um risco de ter o ciclo de alta de juros a partir de 2021.

No novo cenário de BOVESPA [B]³ os analistas setoriais revisaram todas as estimativas dos preços das ações porque, nos próximos meses, os resultados serão muito fracos, em especial para as empresas dos ramos da aviação e de construção civil, embora o Ministro Paulo Guedes deixou muito claro que o governo não tem nenhum interesse em deixar as grandes empresas falirem, visando preservar os empregos. 

Para quem tem alguma reserva financeira, o que conseguimos apurar é que o dólar deve chegar aos R$ 5,00 rapidamente, e ultrapassá-lo é uma grande possibilidade. Para quem gosta de “jogar” com commodities, cuidado: Somos grandes fornecedores da China.

Em relação a BOVESPA [B]³ as estimativas variam, na média, entre 20 a 30% negativos e a expectativa de 132.000 pontos ao final deste ano caiu para 94.000. Espera-se que, apenas, para 2021, o mundo volte ao normal. Sobre renda fixa, também, paira uma grande incerteza, deve-se primeiro observar a curva de juros, pois os preços dos títulos variam de forma inversa.

Para os mais conservadores o Tesouro Selic deve manter-se estável. Para quem pode trabalhar com o longo prazo, o bom é organizar uma carteira: mista que tenha tesouro, renda fixa e ações que estão com um ótimo preço de compra, no momento. Mas pense em resgate só a partir de 2021, ou mais.


Ignore totalmente as mídias sociais, Facebook, Linkedin, Jornais e Televisão em geral, Corretoras de Valores e Bancos Privados; eles não são confiáveis no momento, dando uma série de informações que, logo depois são contraditas. Isso sem falar nas Fake News. Existe muita boataria e histórias sem sentido, como: confisco do dinheiro, e outros. Use apenas os órgãos oficiais.

Prof. Dr.Giancarlo Pereira

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