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Diferença entre Tristeza e Depressão Infanto-juvenil!

Escrito em 09/03/2020
Revista Tudo


Entre os transtornos psicológicos estudados na Infância e Adolescência, a depressão tem suscitado crescente interesse, principalmente pelos sintomas evidentes nessas faixas etárias no desenvolvimento emocional e frequência com que se apresenta esse diagnóstico.  

 

Sentir tristeza, em qualquer idade, é normal, mas se isso perdura por muitas semanas pode ser algo mais grave como depressão. Se a criança fica triste por um período muito longo, os país devem ficar alertasPode parecer estranho falar em depressão na infância, mas ela acomete até mesmo os pequenos, em idade pré-escolar. É o chamado Transtorno Depressivo Maior na Infância, que tem como principais sintomas: irritação, tristeza, choro fácil, desânimo, mudança no padrão do sono (quer dormir demais ou não sente sono) diminuição ou aumento do apetite ou pensamentos ruins. A criança fica bem apática, não quer mais brincar, fica quieta num canto e desinteressada. Esse quadro começa a influenciar sua rotina, torna-se uma constante, por mais que os pais se esforcem em diverti-la ou tirá-la da letargia.  

 

A boa notícia é que tem tratamento, muito similar àquele feito nos adultos, com psicoterapia e medicação. No entanto, apenas crianças com mais de 8 anos têm recomendação para uso de remédios desse tipo. Nessa fase, o que conta é o apoio da família e também da escola, que devem respeitar o momento que o pequeno está passando e não forçá-lo nem recriminá-lo quando não sente vontade de fazer atividades que são consideradas normais para as outras crianças – ela pode não querer participar de um jogo ou de um passeio, por exemplo. Um episódio depressivo na infância dura em média dez meses e cerca de 90% das crianças ficam bem, após o tratamento 

 

Da mesma maneira que os pequenos, os adolescentes também estão suscetíveis ao problema, especialmente as meninas, numa proporção de três para um em relação aos meninos. Os sintomas são muitos parecidos com os dos adultos: aumento da necessidade de sono ou apetite, tristeza, perda de vontade de fazer as coisas que anteriormente eram prazerosas, dificuldades de manter a atenção, choro fácil, inquietação ou letargia, apatia. O tratamento é feito com sessões de psicoterapia, em alguns casos com a união de medicamentos, apresentam bons resultados.          

 

Lucia Amaral  

Psicóloga|Psicanalista 

CRP. 29414-5 

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