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Coaching: Moda ou Processo?

Escrito em 30/10/2019
Revista Tudo


Como diferenciar os profissionais sérios e comprometidos com a mudança dos aventureiros 

Você certamente conhece alguém que é coach, ou já passou por uma sessão de coaching ou alguém já te indicou ou coach especialista em algum assunto. Certo? 

Isso porque o crescimento dessa profissão tem sido muito acelerado nos últimos anos. Dados da International Coach Federation (ICF) apontam que nos últimos quatros anos, o coaching cresceu mais de 300% no Brasil. A estimativa é que o segmento tenha movimentado mais de R$ 50 milhões nos últimos anos 

E o mercado reconhece e responde a isso. A consultoria Ernst Young, por exemplo, resolveu que todos os líderes dela iam ser capacitados como Coachesou seja, mais de mil líderes receberiam treinamento de Coaching, pra poderem atuar como Coaches dos seus liderados. 

Ou seja, não estamos mais falando de tendência e sim de fatos! 

No entanto, com este crescimento acelerado e repentino, é natural que haja sim muita gente despreparada se denominando coach depois de fazer um curso online rapidinho para surfar na onda. 

Portanto, separemos o joio do trigo. 

Segundo definição do IBC – Instituto Brasileiro de Coaching, um dos pioneiros neste mercado, coaching é um processo, uma metodologia, um conjunto de competências e habilidades que podem ser aprendidas e desenvolvidas por absolutamente qualquer pessoa pra alcançar um objetivo na vida pessoal ou profissional, até 20 vezes mais rápido, comprovadamente.  

No começo dos anos 2000, já existia no Brasil uma demanda bastante grande para coaches atuarem em processos de desenvolvimento das pessoas. Com o passar do tempo ele deixou de ser visto como algo que “conserta” as pessoas para se tornar uma ferramenta de apoio do desenvolvimento profissional. Foi aí que veio o pulo do gato. Começou-se a perceber que o coaching poderia ir além da cultura organizacional. Ou seja, suas ferramentas e metodologias passaram a ser usadas em outras áreas e não só nas carreiras. 

Assim, surgiu o life coach e depois dele o coach de emagrecimento, financeiro, de saúde e até de estilo. E com a gama ampliada da oferta surge também uma banalização da profissão. De um lado clientes achando que o coach faz mágica e de outro, profissionais mal intencionados oferecendo milagres. 

Não existe guru! 

Paula Miranda, coach com mais de 20 anos de experiência, esclarece: “O coaching é uma ferramenta de reflexão e ação, não muda a vida das pessoas, isso não é verdade. O processo de coaching inspira à mudança, mas ele não tem o poder de mudar a vida da pessoa. O que acontece é uma pré-disposição à mudança, é estar preparado e querer mudar, de fato”.  

Quando falamos em life coaching ou personal coaching, por exemplo, não existe mágica, muito menos esoterismo. O que existe é uma metodologia estruturada, de reflexões e exercícios que proporcionam autoconhecimento e levam o coachee à ação, à mudança. 

 

 

 

coach, escritor e palestrante norte-americano Tony Robbins, fenômeno de audiência, cujos  livros e palestras já influenciaram dezenas de milhões de pessoas, nos Estados Unidos e fora dele, não gosta da fama de guru, comum hoje em dia para coaches que arrastam multidões.  

Em documentário disponível na NetFlix, intitulado “Eu não sou o seu Guru”, ele aborda os bastidores do seu evento anual e então você percebe que o sucesso de seus treinamentos está relacionado à programação neurolínguistica (PNL) cuja popularização tem nele um dos principais responsáveis. O hábito de repetir frases positivas até que elas façam sentido e se transformem em verdade é um dos pontos cruciais do seu trabalho. 

Guru ou não, é fato que ao longo da sua carreira como especialista em desenvolvimento pessoal, ele já ajudou e treinou ícones como Bill Clinton, princesa Diana, Mikhail Gorbachev, Madre Teresa e até Nelson Mandela. Daí a fama. No entanto, faz questão de frisar que é um mediador e a mudança, em si, acontece dentro de cada um. 

E Paula Miranda compartilha deste princípio. Ela ressalta que o processo de coaching tem ferramentas e perguntas de reflexão onde o próprio cliente é responsável pelas mudanças que quer promover. “O coach provoca reflexões que fazem sentido para aquela pessoa. A partir disso, ela toma uma decisão e faz uma ação que geram resultados positivos. E embora a metodologia seja a mesma, cada processo é muito individual e pessoal e cada um tem a sua forma de encarar, no seu tempo”. 

 

Como saber se é coach sério ou cilada? 

  • Questione a formação, metodologia e tempo de processo 

  • Converse com outras pessoas que já foram clientes desse profissional. 

  • Entenda o segmento de atuação do profissional 

  • Tenha em mente que as respostas estão dentro de você e que seja este ou qualquer outro profissional, não haverá milagre. 

Paula Miranda 

Assertiva Desenvolvimento Humano 

Estrada do Capuava 4421 salas 320 e 321, Cotia - SP, 06715-410 

(11) 94564-7222