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Retomada do comércio

Escrito em 31/05/2021
Revista Tudo




Em meio à empresarios que decretaram falência, outros que estrearam novos estabelecimentos e comércios que duramente sobreviveram a uma das maiores crises econômicas já enfrentadas no Brasil, a equipe da REVISTA TUDO foi conversar com donos de comércios da Granja Viana. 

Abre, fecha, sobrevive, muda de endereço, aperta daqui, dá férias para o funcionário ali, faz home office, migra para a internet. 

Vendas que caem, insumos cujos valores sobem acima da inflação. 

A verdade é que se reinventar durante a pandemia, ter criatividade e experienciar novos formatos de negócios fez com que muitos empresários resistissem à crise pandêmica. 

Luciana Cury, proprietária da Dote & Fricote, loja de moda fitness, gestantes, lingeries e pijamas, localizada no centrinho da Granja, teve que ter muita perseverança para não fechar as portas de vez: mudou de endereço para minimizar os custos, intensificou o contato nas mídias sociais, reduziu preços de venda, manteve contato com os clientes via WhatsApp, fez parceria com outros comerciantes. 

“Conseguimos manter nosso quadro de colaboradores intacto e nossas portas abertas”, contou Luciana.

Quanto ao valor de mercado, está difícil manter uma vez que as matérias-primas têxteis como algodão e lycra estão em falta, sem falar nos insumos importados. “Todos nós sabemos que onde não há um produto, os preços sobem exponencialmente. É a lei da oferta e procura”, explica a empresária. 

 

 



Luciana Cury, da Dote & Fricote, foi uma das sobreviventes da crise econômica

O Bar do Alemão não entrou nos serviços essenciais e chegou a ficar alguns meses fechados. “Fizemos reajuste de quadro funcional e transitamos muito mais no delivery”, conta o empresário João Fernando Ruggiero, que investiu em tecnologia e em fotos novas para alimentar as plataformas de entrega de comida. 

“Outro caminho foi a criação de um aplicativo do Bar do Alemão para que pudéssemos atender melhor o cliente da região”, conta.

 

 

 

Box

Delivery cresce 117% no interior

Segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o setor sofreu uma retração de 25% em 2020. Cerca de 300 mil empresas fecharam e mais de 1 milhão de pessoas foram demitidas.

Para tentar sobreviver, bares e restaurantes foram obrigados a aderir ao serviço de delivery oferecido por aplicativos.

 

Ariadna Mecate, consultora de negócios do Sebrae-SP, diz que de 2020 para cá detectou as seguintes características:

- aprimoramento dos canais de venda

- uso da internet para melhorar os negócios

- busca de tecnologia para vender

- entrada em redes sociais: WhatsApp, Instagram

- restaurantes se associaram a aplicativos

- empresas entraram para market place (sites que reúnem vários vendedores, como as Lojas Americanas)

 

“A palavra de agora é relacionamento. É necessário ficar próximo, entender o que o consumidor está passando e enxergar o que faz sentido para essas pessoas adquirirem em casa, no momento de pandemia e adaptar o negócio”. Ariadna Mecate

 

 

Novos negócios

O brasileiro tá on 

Em meio ao caos também há oportunidades. Por mais difícil que seja acreditar que algo bom possa surgir em meio a uma catástrofe de tamanha proporção, fato é que "a necessidade faz o sapo pular". Não há de se negar que os impactos econômicos gerados na economia, de um modo geral, levaram ao surgimento de um protagonismo surpreendente.  Para enfrentar a crise, os brasileiros apostaram na criatividade. Assim, novos hábitos de consumo se transformaram em possibilidades de negócios.

Aulas pela internet, venda de comidinhas e outros produtos on-line e o mergulho no Universo do empreendedorismo colaboraram para que a economia continuasse girando.



João Fernando Ruggiero, do Bar do Alemão, da Granja Viana

Delivery cresce 117% no interior

Segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o setor sofreu uma retração de 25% em 2020. Cerca de 300 mil empresas fecharam e mais de 1 milhão de pessoas foram demitidas.

Para tentar sobreviver, bares e restaurantes foram obrigados a aderir ao serviço de delivery oferecido por aplicativos.

Ariadna Mecate, consultora de negócios do Sebrae-SP, diz que de 2020 para cá detectou as seguintes características:

- aprimoramento dos canais de venda

- uso da internet para melhorar os negócios

- busca de tecnologia para vender

- entrada em redes sociais: WhatsApp, Instagram

- restaurantes se associaram a aplicativos

- empresas entraram para market place (sites que reúnem vários vendedores, como as Lojas Americanas)

 

“A palavra de agora é relacionamento. É necessário ficar próximo, entender o que o consumidor está passando e enxergar o que faz sentido para essas pessoas adquirirem em casa, no momento de pandemia e adaptar o negócio”. Ariadna Mecate

 

 

 



Novos negócios

O brasileiro tá on 

Em meio ao caos também há oportunidades. Por mais difícil que seja acreditar que algo bom possa surgir em meio a uma catástrofe de tamanha proporção, fato é que "a necessidade faz o sapo pular". Não há de se negar que os impactos econômicos gerados na economia, de um modo geral, levaram ao surgimento de um protagonismo surpreendente.  Para enfrentar a crise, os brasileiros apostaram na criatividade. Assim, novos hábitos de consumo se transformaram em possibilidades de negócios.

Aulas pela internet, venda de comidinhas e outros produtos on-line e o mergulho no Universo do empreendedorismo colaboraram para que a economia continuasse girando.