Notícias TUdo

Da noite para o dia

Escrito em 27/04/2020
Revista Tudo


Da noite pro dia, professores e alunos tiveram que se adaptar a uma nova forma de ensinar e aprender. O olho no olho, o toque, o sorriso que valida um feito assertivo, o abraço, a conversa boa sentados no tapete da sala de aula, a correria do parque, o barulho dos corredores, o cheiro da lancheira, da cantina, o barulho do apito na quadra no futebol do intervalo; tudo isso que é tão comum, tão presente no dia a dia na escola, foi substituído por encontros virtuais, vídeo aulas, plataformas digitais, comunicações via e-mail e aplicativos. 

E a mudança entrou em casa e invadiu a vida das famílias que também, da noite pro dia, passaram a ter que orientar esses estudos, ajudar os filhos a se organizarem nesses novos formatos, que provavelmente estão descobrindo juntos. 

Pois é, a sociedade que tem tentado remar contra a maré digital, incentivando seus filhos a ficarem menos tempo diante das telas dos computadores, tablets e celulares, em redes sociais, jogos on-line, assiste perplexa e ainda sem entender, um movimento contrário que impõe a urgência vital de uma mudança de hábitos.

O novo formato da escola, nesse momento de crise mundial, exige uma compreensão da parte do estudante. Há trabalhos a serem entregues, há o retorno dos professores, há os encontros virtuais. Isso tudo pede também um exercício de autonomia nunca antes visto, em que é necessário ter uma postura de aluno, dentro de sua própria casa. Procure estabelecer uma rotina em casa para que o home office da família seja preservado e o homeschooling das crianças tenha sucesso. Não precisamos ser radicais e fazer duros decretos domésticos, mas não podemos nos esquecer: “Não estamos de férias!”

E quanto à escola?
Como ela faz falta. Apesar das coisas estarem de uma forma ou de outra sendo continuadas, as tarefas, os conteúdos, e de certo modo, até as aprendizagens, nada se compara com o estar dentro daquele “prédio”, sendo parte de um grupo, de um lugar. 

Outro valioso tesouro desse tempo, tem sido a convivência em família, todos juntos sem ir a lugar algum, fazendo suas refeições, se ajudando na organização e limpeza da casa, contemplando fins de tarde e amanheceres.

Ouvi alguém dizer assim esses dias: “Não vamos voltar ao normal, pois o normal não era bom, temos que voltar melhores”.

Dias melhores virão, aprendizagens melhores acontecerão; estamos nos redescobrindo, nos reinventando, nos revisitando. 

Vai ficar tudo bem! Vamos ficar bem!

Adriana Rodrigues Xavier
Pedagoda e Psicopedagoga
(11) 99893-2003
adriana.xavier@egv.com.br