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Patrícia Poeta: Comunicação e Maternidade

Escrito em 02/05/2021
Revista Tudo


Por Ester Jacopetti

Imagens: Vinicius Mochizuki

Com naturalidade e pés no chão, Patrícia Poeta ocupa o espaço merecido, na profissão e na maternidade

Patrícia Poeta é uma mulher bem-sucedida, com uma carreira sólida e madura, mas não só como jornalista e apresentadora. Mãe de Felipe, 18, ela tem consciência da importância de criar bem seu filho, para que faça parte de uma geração que respeite a individualidade e a liberdade de comportamento, especialmente nas causas feministas. “Sempre me preocupei em levar essa educação para o meu filho. O respeito à individualidade e à liberdade da mulher. Acho que fiz um bom trabalho. Volta e meia, em conversas aqui em casa, fico orgulhosa de vê-lo como um árduo defensor das causas femininas. Eu acredito também que essa nova geração tem muito mais consciência sobre essas questões”, disse a apresentadora do “É de Casa” em entrevista exclusiva à TUDO. Em sintonia com o público, Patrícia leva uma vida livre, leve e solta. Dedicada ao trabalho, mas também ao filho, ela conta como pretende comemorar o “Dia das Mães”, e como tem passado essa nova fase, solteira, e em busca de autoconhecimento. “Fiquei muito tempo casada e desde muito nova. Foi um ciclo ótimo de vida, mas que terminou. Agora, estou num outro estágio, de aproveitar a minha própria companhia”, disse. Nas páginas a seguir, um pouco mais sobre essa mulher poderosa e empoderada.

Para algumas pessoas, a pandemia tem sido um momento de profundo autoconhecimento; como tem sido para você, que apesar de estar trabalhando, também tem se isolado?
Eu acho que a pandemia mexeu com a gente nas coisas mais simples e fundamentais: família e amigos, nossos alicerces. É o que mais sinto falta nesse momento. E só não ficou pior porque, felizmente, nós temos a tecnologia para amenizar essa distância. Claro que sempre recorro a ela.

“É de Casa” traz diversos assuntos; há uma preocupação com os temas. Como profissional da comunicação, você acredita que, mesmo sendo entretenimento, é uma maneira de se manter ativa na área do jornalismo?
O “É de Casa” é um programa de entretenimento e para toda a família. Nossa missão é levar leveza para a casa dos telespectadores, aos sábados. Mas, claro, que também tem o serviço e a informação. Não dá pra fechar os olhos ao que está acontecendo ao nosso redor. Me envolvo com o programa desde as sugestões de pauta até os roteiros, gravações, quadros e etc. A apresentação é só o final desse processo.

Aliás, o programa tem sido ao vivo, às vezes a conexão com o entrevistado cai, como já aconteceu, porém, você mantém o jogo de cintura e naturalidade. Existe um treinamento para essas situações inusitadas ou você simplesmente improvisa?
(Risos) Na minha vida profissional inteira trabalhei com o ao vivo e com improviso. Aliás, adoro essa adrenalina. Tudo, absolutamente tudo, pode acontecer num programa ao vivo. E você, diante dessa situação, tem que estar preparada psicologicamente. Eu diria mais: aceitar e se divertir com o que acontecer de inusitado.

Eu sei que essa pergunta pode parecer clichê, mas diante do atual momento histórico que o mundo vem passando, você sente saudades da época que era jornalista, estava lá pra dar a notícia, seja ela qual fosse, boa ou ruim?

A gente sai do jornalismo, mas nunca deixa de ser jornalista. Mesmo trabalhando num programa da área de entretenimento, nunca deixei de informar as pessoas. O que muda apenas é o modo com que você faz isso.

O jornalista, especialmente o repórter de tv, tem seus dias de glória. Na sua opinião, quando esse ápice profissional aconteceu com você, se deu conta de que estava fazendo parte de uma história importante?

Eu nunca pensei nisso, para ser sincera. Você trabalha tão no automático. Conclui uma história e já pensa qual vai ser a próxima. Acho que nessa correria nem dá tempo de analisar o momento.

Historicamente, o Brasil é um país imerso na corrupção desde o período colonial; você acredita que os políticos refletem a sociedade que temos? Somos um povo que tem uma relação passiva com os governantes?

A corrupção é antiga no nosso país. Está entranhada na nossa história. É uma vergonha. Mas o eleitor também tem sua parcela de responsabilidade nisso. Muita gente esquece do poder que tem nas mãos na hora de votar. O voto consciente, a fiscalização e a cobrança pelo eleitor são essenciais pra mudarmos essa situação.

 



“Sempre me preocupei em levar essa educação para o meu filho: do respeito à individualidade e à liberdade da mulher. Eu acho que fiz um bom trabalho”

Para algumas pessoas, a pandemia tem sido um momento de profundo autoconhecimento; como tem sido para você, que apesar de estar trabalhando, também tem se isolado?
Eu acho que a pandemia mexeu com a gente nas coisas mais simples e fundamentais: família e amigos, nossos alicerces. É o que mais sinto falta nesse momento. E só não ficou pior porque, felizmente, nós temos a tecnologia para amenizar essa distância. Claro que sempre recorro a ela.

“É de Casa” traz diversos assuntos; há uma preocupação com os temas. Como profissional da comunicação, você acredita que, mesmo sendo entretenimento, é uma maneira de se manter ativa na área do jornalismo? 
O “É de Casa” é um programa de entretenimento e para toda a família. Nossa missão é levar leveza para a casa dos telespectadores, aos sábados. Mas, claro, que também tem o serviço e a informação. Não dá pra fechar os olhos ao que está acontecendo ao nosso redor. Me envolvo com o programa desde as sugestões de pauta até os roteiros, gravações, quadros e etc. A apresentação é só o final desse processo.

Aliás, o programa tem sido ao vivo, às vezes a conexão com o entrevistado cai, como já aconteceu, porém, você mantém o jogo de cintura e naturalidade. Existe um treinamento para essas situações inusitadas ou você simplesmente improvisa?
(Risos) Na minha vida profissional inteira trabalhei com o ao vivo e com improviso. Aliás, adoro essa adrenalina. Tudo, absolutamente tudo, pode acontecer num programa ao vivo. E você, diante dessa situação, tem que estar preparada psicologicamente. Eu diria mais: aceitar e se divertir com o que acontecer de inusitado.

Eu sei que essa pergunta pode parecer clichê, mas diante do atual momento histórico que o mundo vem passando, você sente saudades da época que era jornalista, estava lá pra dar a notícia, seja ela qual fosse, boa ou ruim? 

A gente sai do jornalismo, mas nunca deixa de ser jornalista. Mesmo trabalhando num programa da área de entretenimento, nunca deixei de informar as pessoas. O que muda apenas é o modo com que você faz isso.

O jornalista, especialmente o repórter de tv, tem seus dias de glória. Na sua opinião, quando esse ápice profissional aconteceu com você, se deu conta de que estava fazendo parte de uma história importante?

Eu nunca pensei nisso, para ser sincera. Você trabalha tão no automático. Conclui uma história e já pensa qual vai ser a próxima. Acho que nessa correria nem dá tempo de analisar o momento.

Historicamente, o Brasil é um país imerso na corrupção desde o período colonial; você acredita que os políticos refletem a sociedade que temos? Somos um povo que tem uma relação passiva com os governantes?

A corrupção é antiga no nosso país. Está entranhada na nossa história. É uma vergonha. Mas o eleitor também tem sua parcela de responsabilidade nisso. Muita gente esquece do poder que tem nas mãos na hora de votar. O voto consciente, a fiscalização e a cobrança pelo eleitor são essenciais pra mudarmos essa situação.

 



Crédito: Victor Pollak/Globo

Você deve conhecer a letra da música do Tom Jobim que diz: “É impossível ser feliz sozinho”. É impossível ser feliz sozinha? Nós mulheres idealizamos demais os relacionamentos? Você acredita que exista espaço para o autoconhecimento quando se está sozinha?

Fiquei muito tempo casada e desde muito nova. Foi um ciclo ótimo de vida, mas que terminou. Agora, estou num outro estágio, de aproveitar a minha própria companhia. E estou curtindo bastante... (Risos). Quando a gente se sente completa, o resto só vem a acrescentar depois.

Estamos vivendo uma época em que a nossa geração tem conquistado espaço em relação a liberdade da mulher. Embora você seja mãe de um menino, como foi esse processo educacional, para que ele compreendesse a importância do respeito à individualidade, liberdade de comportamento, pensamento e expressão da mulher? 

Sempre me preocupei em levar essa educação para o meu filho: do respeito à individualidade e à liberdade da mulher. Eu acho que fiz um bom trabalho. Volta e meia, em conversas aqui em casa, fico orgulhosa de vê-lo como um árduo defensor das causas femininas. Eu acredito também que essa nova geração tem muito mais consciência sobre essas questões.

Falando um pouco sobre a sua relação com o Felipe, o que você diria que tem aprendido com ele, já que essa é uma via de mão dupla, onde existe uma troca de sentimentos e de como lidar com situações que acontecem no nosso dia a dia?

Aprendo sempre com o Felipe que não existem problemas, existem soluções. Aliás, ele sempre tem uma boa para me dar... (risos). Outra coisa que me orgulha é ver o alto grau de empatia que o Felipe tem com as pessoas e com as causas sociais.

Já faz um tempo que você aprendeu surf com o seu filho, seu maior incentivador. Como foi se dedicar a um esporte que exige concentração e equilíbrio? Diria que o esporte te ajudou, não só na sua relação com o Felipe, mas a manter uma mente focada?

Sempre pratiquei esportes com o meu filho. Era uma forma de nos exercitarmos, mas, principalmente, de nos sentirmos unidos também. Já jogamos futebol juntos, vôlei, fizemos aulas de tênis... De tudo um pouco. Só faltava o surf. Até que um dia ele me desafiou. Depois de me ensinar, até se emocionou. Foi muito bonitinho. E por que topei o aprendizado? Porque era mais uma forma de continuarmos juntos. Sempre próximos!

Esse será mais um ano em que as comemorações em família terão que ser adiadas, mas de que maneira vocês pretendem comemorar os dias das mães? Já dá pra ter criatividade depois de um ano de pandemia?

Acho que vou perguntar para o Felipe. Ele é o cara das soluções aqui em casa. Agora, falando sério, vou comemorar aqui em casa com o meu filho e com minha mãe pela internet, igualzinho ao ano passado. 



“Aprendo sempre com o Felipe que não existem problemas, existem soluções. Aliás, ele sempre tem uma boa para me dar” – Patrícia sobre o filho Felipe

Para fechar, como é ser mãe de um menino de 18 anos, onde as redes sociais dominam a vida da maioria das pessoas, em que existe a cultura do cancelamento, que impõe ao indivíduo viver uma vida maquiada pelas mídias sociais?

O Felipe é muito equilibrado nessa questão. Ele usa as redes com muita responsabilidade e mais para divulgar seu trabalho. Está muito focado nisso, no momento.